sexta-feira, 28 de novembro de 2008

À minha melhor amiga...


Hoje é o aniversário de uma pessoa muito especial não só para mim, mas com certeza para todos que conhecem. O nome dela é Karen Machado, é minha prima de verdade e minha amiga de coração!
É muito difícil falar sobre o que realmente eu aprendi com você, o que eu não aprendi, o que eu corrigi, com o que me tornei um pouco mais gente, com o que me tornei um pouco melhor, ou pior, ou os dois ao mesmo tempo. Fomos, durante toda a nossa jornada até agora, muito unidas e respeitosas e isso com certeza é uma herança que toda amizade inveja.
Às vezes quando estou muito triste eu lembro que você existe e isso me faz sentir melhor... E se você parar pra pensar, não são todas as pessoas que têm o poder de deixar o dia de outra mais feliz só por uma lembrança.
Te amo pra caramba!
Parabéns!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Algum caminho mau


"Vê se há em mim algum caminho mau
E guia-me pelo caminho eterno." (Salmo 139)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O mundo não é cor de rosa

O mundo não é cor de rosa, papai noel não existe, nem todo mundo é tão legal assim, fadas são mitos, as nuvens não são de algodão, um sorriso nem sempre é verdadeiro, não é porque beijou que tá amando, você não pode voar, não é chorando que se resolve, você não mora numa bola de cristal, alguns sonhos podem ser ilusões e você não é imortal. Essa é a arte da vida! FUTUROS MÉDICOS!

Oração aos vestibulandos







Bem sei que esta é a época de ruflar os tambores, sair o maracatu e os cabelos voarem: VESTIBULAR.
Como eu não poderia deixar de falar sobre isso, porque, enfim, foi um dos períodos(acho que o mais, na verdade) mais conturbados que já passei, quis expressar aqui meu profundo descontentamento com o método avaliativo da COVEST na UFAL. É um absurdo que, sem respaldo e respeito nenhum, a universidade federal esteja querendo empurrar todos os meninos dentro da faculdade sem enxergar que esse método enrolado de aplicar provas está atrapalhando quem verdadeiramente está preparado!

Enfim, não para reclamar, mas para expressar meus momentos de oração por todos os meus amigos que passam por esse momento difícil, incluindo os alunos do MedEnsina(principalmente para os que estão tentando vestibular para medicina), dedico este post, meu afeto, meu silêncio aos absurdos e minha sincera convicção de que de peito aberto, vai dar certo.
Bruna ;)

Psicopatas?

(Pensando sobre o quê escrever no blog...¬¬)

Dr Robert Hare: "É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos - os psicopatas - as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente".


Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade atual” (ed. Paulinas, 2005), do espanhol Vicente Garrido, tradução de Juliana Teixeira:


“Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objetivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.” (do prefácio da psicóloga Ivone Rodrigues Lisboa Patrão)“Os psicopatas geralmente falam muito, expressam-se com encanto, têm respostas espertas e contam histórias — muito improváveis, mas convincentes — que lhes deixam em uma boa situação perante as pessoas. Não obstante, o observador atento vê que eles são muito superficiais e nada sinceros, como se estivessem lendo mecanicamente um texto.Falam de coisas atrativas para as quais não têm preparo, como poesia, literatura, sociologia ou filosofia. Não lhes importa ficar evidente que suas histórias são falsas, algo que nem sempre é fácil acontecer, considerando o desembaraço e a imaginação com que empreendem os seus relatos.” (pág. 37)“O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação onipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões diferentes das suas.Mergulhado nesse mundo de superioridade, raramente o psicopata se preocupa com problemas financeiros, legais ou pessoais que possa ter, pois acredita que são ‘dificuldades transitórias’, produtos da má sorte ou do azar de terceiros.Alguém assim não precisa envolver-se em metas realistas de longo prazo e, quando estabelece um objetivo, logo se vê que não tem as qualidades necessárias para alcançá-lo, nem sabe, na verdade, que é preciso fazer algo. Ele de fato acredita que suas habilidades lhe permitirão conseguir qualquer coisa.” (pág. 38)“Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo.” (pág. 41)“A convicção com a qual o psicopata conta a sua história vem acompanhada da crença de que o mundo se encontra dividido em dois grupos: os que ganham e os que perdem, de tal modo que lhe parece um absurdo não se aproveitar das fraquezas alheias.” (pág. 41)“Os psicopatas parecem possuir uma incapacidade flagrante para sentir de modo profundo a categoria completa das emoções humanas. Às vezes, ao lado de uma aparência fria e distante, manifestam episódios dramáticos de afetividade, que nada mais são que pequenas exibições de falsa emotividade.” (pág. 42)“Por que, então — podemos perguntar —, uma pessoa assim se casa, por que decide ter uma família? As razões variam, evidentemente, mas em geral a resposta é que, quando decidiu casar-se ou ter filhos, naquele momento era uma escolha que servia a seus fins imediatos e acerca da qual não adquiriu nenhum tipo de responsabilidade.” (pág. 47)“Na realidade, os psicopatas usam metáforas, já que, em seu comportamento enganoso e manipulador, a linguagem florida e figurativa joga uma parte importante.” (pág. 71)“A conclusão (...) é uma população que alberga, cada vez mais, jovens transformados em adultos sem um claro código de valores, que assumem o olhar cínico e desconfiado de uma sociedade em que o sucesso material talvez seja o único bem seguro e tangível.” (pág. 83)“O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.” (pág. 85)“De fato, o psicopata está livre das alucinações e dos delírios que constituem os sintomas mais espetaculares da esquizofrenia. Sua aparente normalidade, sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso.” (pág. 99)“É inquestionável a habilidade que têm os psicopatas de se rodear de pessoas sem escrúpulos, que lhes facilitam realizar suas ambições.” (pág. 102)“A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.” (pág. 117)



E dedicado a mim, vão essas frases( kkkkkkkkkkk):

"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo." (José Saramago)

"Apressa-te devagar." (Erasmo de Rotterdam)

sábado, 22 de novembro de 2008

Médicos tratam problema raro em cérebro de bebê com 'supercola'

Gabi, Luizy, Lali, Ju, Belle, Zirão, Tchela, Sofi, Eu e em cima Kati ;*(As minhas médicas preferidas!!!!)


Da BBC Brasil - 21/11/2008 06:52

Bebê de 17 meses com malformação da veia de Galeno foi tratada nos EUA.
Médicos americanos usaram uma espécie de "supercola" para reparar um dano raro em um bebê britânico, noticiaram nesta sexta-feira os jornais britânicos.
A criança Ella-Grace Honeyman, de 17 meses, nasceu com malformação da veia de Galeno, que provoca pequenos buracos nas principais vias sangüíneas do cérebro e afeta apenas centenas de bebês por ano em todo o mundo.
O problema é grave, e os médicos previram que Ella-Grace só viveria poucos meses. Segundo o jornal britânico The Times, a família da criança, da cidade inglesa de Norfolk, arrecadou mais de US$ 300 mil para um tratamento especial nos Estados Unidos e na França.
Ella-Grace foi submetida a mais de uma cirurgia para corrigir o problema.
Ela começou a ser tratada na França, mas o cirurgião que fez a primeira operação morreu, e a família teve de continuar o tratamento em Nova York.
Os médicos do hospital St. Luke's-Roosevelt inseriram um tubo controlado remotamente com uma substância adesiva orgânica. Ao chegar nas veias danificadas, o tubo liberou a "supercola" nos buracos das veias.
Ela ainda precisará ser submetida a outras cirurgias no próximo ano para reparar outros buracos nas veias.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Medicina e Comissão Mista de Especialidades


A tabela abaixo contém as especialidades médicas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades e seus respectivos pré-requisitos.

Especialidade
Pré-requisito
Duração
Cirurgia de cabeça e pescoço
Cirurgia geral
Cirurgia do aparelho digestivo
Cirurgia pediátrica
Cirurgia plástica
Cirurgia torácica
Clínica médica*
Coloproctologia
Dermatologia
Endocrinologia
Endoscopia
Gastroenterologia
Genética médica
Geriatria
Ginecologia e obstetrícia
Hematologia e hemoterapia
Homeopatia
Infectologia
Mastologia
Medicina de família e comunidade
Medicina do trabalho
Medicina do tráfego
Medicina esportiva
Medicina física e reabilitação
Medicina intensiva
Medicina legal
Medicina nuclear
Medicina preventiva e social
Nefrologia
Neurocirurgia
ACESSO DIRETO (especialidade)
4 anos
Neurologia
Clínica Médica (2 anos)
2 anos
Nutrologia
Oftalmologia
Ortopedia e traumatologia
Otorrinolaringologia
Patologia
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
Pediatria
Pneumologia
Psiquiatria
ACESSO DIRETO (especialidade)
2 anos
Radiologia e Diagnóstico por imagem
Radioterapia
Reumatologia
Urologia



OBS: Áreas destacadas são minhas preferências por enquanto kkkkkkk.


Além dessa tabela, encontrei muitas informações úteis no Portal Sesu. Clicando em Residência Médica / Latu Sensu, você encontrará o link Instituições x Programas x Vagas. Nele é possível obter uma relação de hospitais e demais instituições, com o respectivo telefone, endereço, número de vagas disponíveis em determinado ano, de acordo com a especialidade e estado que você escolher. Espero que seja útil!
*OBS: Segundo informações do leitor Alzemir Junior, em algumas instituições, como no
Hospital de Clínicas da UFPR, a especialidade Clínica Médica pode ter duração de até 3 anos. Ao final dos 2 primeiros anos, o residente pode optar entre prestar para outra especialidade ou para R3, uma residência a parte com pré-requisito.

I still want to know who is Bruna


Bruna tem muito poder! É independente, decidida e tem um magnetismo invejável, mas nem por isso vive anunciando suas qualidades. Ao contrário. Gosta de ficar quieta, observando e tirando suas próprias conclusões, sem se preocupar com a opinião alheia. A sensualidade é outro de seus pontos fortes , e sabe explorá-la muito bem.(Será? ¬¬) Seus defeitos? Ser ciumenta, meio possessiva, por isso cuidado com certas manias. É do tipo que sabe o que quer, e sempre chega lá. Embora viva em busca de prazeres, é preocupada com a segurança financeira. Tem hábitos enraizados, uma memória excelente e adora dividir suas experiências com alguém, de preferência com seu amor. Seu aprendizado é lento, mas profundo: depois que aprendeu, nunca mais esquece(Eu esqueço, rapaz! kkkkkk) O lado negativo? O risco de se tornar teimosa e ciumenta.
Bruna, o que mais lhe motiva é agir com determinação, a partir de seus princípios éticos e seu senso de justiça, a fim de ser respeitada, obter o reconhecimento profissional, alcançar o sucesso (inclusive financeiro) e atingir uma posição de influência e liderança. Esse seu anseio lhe impulsiona a desenvolver seu senso de valor, sua capacidade executiva e empreendedora, bem como suas habilidades administrativas.
Você, Bruna, transmite a impressão de ser autoconfiante, original, dotada de iniciativa e dinamismo. Também é percebida como uma mulher criativa e objetiva. Pode ser vista como alguém que faz questão de assumir a personalidade que tem, mesmo que isso possa chocar as pessoas. Na verdade, pode até ser que goste de causar esse impacto a quem lhe vê ou conhece, mostrando um certo ar excêntrico, uma identidade extremamente marcante.


(By Personare)


Who is Bruna?


Bruna representa a Água e seu símbolo é o de uma dupla espiral, que evoca a idéia de recolhimento, proteção. Vivencia a realidade de uma forma altamente subjetiva, mergulha fundo no mistério dos sentimentos humanos, não necessariamente visando entendê-los dentro de um sentido intelectual. Os sentimentos, para ti, existem para serem vislumbrados,admirados,sorvidos,aindaque não sejam lá muito racionais. Para Bruna é assim: se ela sente, existe. E isso dá lugar a intuições certeiras, mas também a paranóias terríveis...
A qualidade lunar lhe confere uma qualidade frágil, que a pessoa aprende a proteger através do desenvolvimento de uma incrivelmente dura carapaça. E é justamente pela existência desta "couraça de caranguejo" que muitas pessoas sentem dificuldade em "ver" a tão famosa "sensibilidade dessa canceriana". É realmente mais autodefendida e parece exalar uma estranha aura de frieza, mas isso não passa de uma armadura. Os valores lunares estão em evidência: a fantasia sonhadora e artística, o devaneio, a receptividade, a necessidade de segurança e conforto.
A tão famosa identificação com a família não envolve necessariamente a idéia de "pai, mãe e filhos", mas a idéia de um nicho familiar, um grupo do qual pode fazer parte, um lar confortável, espaços privados. De uma forma geral, Bruna é ligada a suas origens, o que envolve o passado, as lembranças, as memórias. No positivo, termina conseguindo extrair excelentes lições dos fatos ocorridos, mas num sentido negativo pode se tornar uma pessoa inerte, rancorosa, paralisada, apegada a um passado que já se foi, a épocas que não voltam mais. A emotividade é poderosa, mas sendo recém-nascida vibra de uma forma tensa, flutuante, insegura, tendo a necessidade de uma intimidade que lhe dê segurança e geralmente não lidando bem com situações de agressividade.
O grande problema de Bruna é a adaptação ao real: quando a realidade se revela de uma forma muito dura, está arriscada a refugiar-se numa introspecção mórbida ou mesmo em comportamentos infantis, repletos de medos irracionais. Como a Lua, flutua, alternando entre o senso de humor mais carismático, empático, envolvente, até a melancolia muda, travada. Poética, sonhadora, profunda, ela carrega consigo o grande diferencial que é o poder de irradiar a impressão da intimidade, que faz com que a maioria das pessoas se sinta à vontade na sua presença.
A maternidade é um poder seu, que pode se irradiar não apenas para a família, mas também para os amigos, através de atos zelosos, cuidadosos, cada vez mais raros neste mundo.
Maior qualidade - sensibilidade, zelo, memória.
Defeitos a serem trabalhados - rancor, fobias, fantasias exageradas.
Cor - prateado
Frase chave - "Eu sinto, logo existo".

(By Personare)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

RESPONSE TO ENZYME REPLACEMENT THERAPY WITH IDURSULFASE IN 03 BRAZILIAN PATIENTS WITH HUNTER SYNDROME

RESPONSE TO ENZYME REPLACEMENT THERAPY WITH IDURSULFASE IN 03 BRAZILIAN PATIENTS WITH HUNTER SYNDROME

E. S. Santos1; B. K. W. Porto2; I. G. Vilar2, L. S. Athayde2, V. L. Guedes3; S. Beder3

1. Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – Faculdade de Medicina
2. Hemocentro de Alagoas - HEMOAL


Introduction: Mucopolysaccharidosis type II (MPS II; Hunter syndrome) is an X-linked lysosomal storage disease caused by the deficient activity of the enzyme iduronate-2-sulphatase (IDS) which leads to intralysosomal accumulation of the glycosaminoglycans (GAGs) heparan sulphate and dermatan sulphate in cells of different tissues resulting in chronic, progressive multi-organ disease. Its incidence ranges from 1 in 33.750 to 1 in 160.250 male newborns. The main clinical manifestations are: coarse fascies, disostosis multiplex, short stature, joint contractures. Neurological impairment may be present in the severe form. In most cases the cause of death is due to cardiorespiratory failure secondary to cardiovascular involvement and/or upper airway obstruction. Enzyme replacement therapy (ERT) with idursulfase (Elaprase®) has been available as a new treatment for MPS II patients.

Aim: Report the response to ERT with idursulfase in 03 MPS II patients from Alagoas State, (Northeast of Brazil).


Methods: All patients had the MPS II diagnosis confirmed by urinary GAG analysis and IDS activity. Clinical evaluation was performed during the last October/2008 infusion and the results were compared to the baseline ones.


Results: Patient 1 (male, 12 years old) and Patient 2 (male, 20 years old) were mildly affected and both have received 190 weekly infusions of idursulfase. Patient 3 (male, 11 years old) was severely affected and has been on ERT with idursulfase for 25 weeks. All patients have shown improvements in dismorphic features (coarse fascies, hair and skin), liver and spleen sizes, joint contractures, walking, breathing and sleeping patterns. Consequently, a global improvement in the patients’ quality of life has been achieved. However in patients 1 and 2 the valvular diseases have worsened while in patient 3 it has been inalterated. Patient 3 has not shown any CNS improvement.


Conclusions: ERT with idursulfase has improved the somatic features, mobility and breathing patterns in all the patients studied. Patient 3 has not shown any significant improvement in CNS. The reason for that is probably because idursulfase does not cross the bood-brain barrier. The progression of valvular disease in patients 2 and 3 might be related to the natural progress of a valvular disease once installed. Further studies on the evolution of heart disease and CNS envolvement in MPS II must be performed and the Hunter Outcome Survey (HOS) can be a useful tool.




Finally, I can say we can achieve what we want, but it isn't safe and easy, it's very hard. But i'm getting it...I'm getting :)

Sem parar


A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Vai em frente sem parar, que a parada é suicida,
porque a vida é muito curta e a estrada é comprida.
Você sobe e você desce na escada da vida e
às vezes parece que a batalha tá perdida e
que você voltou pro ponto de partida.
Vai à luta, levanta, revida!
Vai em frente, não se rende, não se prende nesse medo de errar,
que é errando que se aprende que o caminho até parece complicado
e às vezes tão difícil que você se surpreende quando sente
de repente que era tudo muito simples -
vai em frente que você entende.
Boa sorte, firme e forte, vai com a força da mente.
Vai sabendo que não há nenhum peso que você não agüente.
Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o
impossível, então tente!
Sempre alimente a esperança de vencer.
Só duvide de quem duvida de você.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Não repara no mau tempo que o sol já sai.
Vai em frente, sem parar que se parar você cai!
Vai em frente, enfrente, enfrenta, vai!
Vai agora, não chora.
Ignora a energia negativa lá fora, porque dentro de você
existe um poder bem maior do que você pensa.
Vai atrás da recompensa e se houver inveja e se ouvir ofensa você
responde com a força do perdão.
E aumenta sua crença cada que vez ouvir um não, porque todo não esconde um sim.
Ainda é só o começo, vá até o fim.
Aprenda nos tropeços, não olhe pro chão.
Olhe pro céu.
Olhe pra vida sempre de cabeça erguida que no fim do túnel
tem uma saída, mesmo quando você não consegue ver a luz.
Feche os olhos que uma força te conduz.
Vai em frente, vai seguro, faz um furo nesse muro
que o escuro se esclarece.
Vai em frente, simplesmente vai em frente
que o futuro é um presente que a vida te oferece.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
É na dor que o recém-nascido aprende a chorar.
Pra encontrar a cura você tem que procurar.
É no choro que o recém-nascido aprende a respirar.
Então respira fundo que a vitória tá no ar.
Vai indo, vai na tua, vai você.
Vai nessa, vai na boa, vai vencer.
Acredite no bem, que fazer o bem faz bem.
Faça o bem que faz acontecer.
Vai na fé, vai a pé, vai do jeito que der.
Vai até onde puder, vai atrás do que tu quer.
Vai andando, vai seguindo, vai pensando, vai sentindo,
vai amando, vai sorrindo, vai cantando, vai curtindo,
vai plantando e vai colhendo, vai lutando pela paz -
vai dançando no ritmo que o tempo faz.
Vai de peito aberto.
Vai dar certo.
Confiante que o distante num instante fica perto.
Fica esperto, vai! Com a força de vontade.
Vai à vera, não espera a oportunidade.
Não aceita humilhação mas não perde a humildade.
E nunca abra a mão da sua dignidade.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Se parar você cai, se cair cê levanta.

Dentro de você...


Se liga porque essa vida é uma ida só
E foi para tantos que deixaram sempre tudo pra depois
E não estão mais aqui
Para poder chorar, sorrir, lutar, sentir, ganhar, perder, sofrer
Viver enfim
Porque o fim pra eles já chegou!
Pra alguns antes do tempo, pra outros depois que muito tempo passou
Mas todos têm seu tempo e a verdade é essa
Na hora em que a morte aparece por perto nada mais nos interessa
Tanto quanto a vontade de continuar respirando
Não há razão pra lembrar por exemplo quanto dinheiro estamos deixando
Não se pensa no carro nem mesmo na casa isso é tudo merda
Só pensamos nos planos que não realizamos pois da vida nada se leva
"Já era, e quantos sonhos não concretizei
Diziam que quem espera sempre alcança então eu esperei
Mas não alcancei"
É o que eles dizem quando chegam ao fim da linha
A mediocridade foi sua única conquista mas não será a minha
Pois como um alpinista eu subo aos poucos e busco o topo e busco a essência
Da minha existência
Se a gente num vence a montanha ao menos se ganha experiência
"Às vezes numa derrota se encontra a chave da próxima vitória.
Essa mensagem é importante você ouvir" então ouça agora
Muitos não escutam ou não entendem o que é simples demais
E quando encontram algo complexo e complicado vão correndo atrás
Se enrolam mais e mais
Tentando compreender
O que se passa com eles, comigo e com você, você, você e você
Pois todo mundo é igual e no fundo nós somos crianças
Aprendemos a dar importância às diferenças mas não percebemos nossas semelhanças
Vivemos no mesmo planeta e ainda somos estranhos no mesmo ninho
Procuramos etês e cometas mas não conhecemos os nossos vizinhos
Que vida é essa a minha? Que vida é essa a sua?
O homem foi a lua mas a guerra continua!
Qual é o preço do pregresso? Pra onde estamos indo?
Às vezes que nem Rita Lee eu penso que: "um dia eu quero ser índio"
Pois o tempo é um rio e jogamos tanto lixo nele e ele sempre varre
Mas quando o rio seca aí já é tarde demais
Então...
Aprenda a viver
Descanse quando morrer
Tudo que você precisa está dentro de você
Porque esperar um milagre dos céus que "diz que Deus dará"
O maior milagre que Deus nos dá é a capacidade de respirar
A V.I.D.A que um dia Ele vai tirar
Então (viva) intensamente a sua enquanto dá
Não tente viver a vida dos outros porque isto é muito escroto
Quando cê vê você tá morto e a sua vida foi embora esgoto a dentro
Mas o momento é sempre esse e a hora é agora
Não perde seu tempo acorda porque há tanta vida lá fora
E aqui dentro... como uma onda... cê vai se afogar
Depois que vira espuma é menos uma
Que não volta a se formar

Então não deixe a sua onda passar, não deixe a sua onda passar
É um mar que tem onda pra todos
Mas não deixe ninguém dominar a sua
Você é uma obra prima e não precisa depender
De ninguém
, nem um, nem dez, nem cem, pra completar o seu ser
Se der sorte antes da morte pode encontrar aquela tão sonhada cara-metade mas não durma enquanto espera
Cê tem sua própria vida pra viver
Desde feto
Amores te complementam e te dão afeto mas cê sozinho já é completo. E poderoso
Acredite
Existe um lugar em você onde é impossível que qualquer poder se infiltre
Ninguém pode te roubar
O que está dentro do seu coração da mente e da A.L.M.A.
Calma é bom mas muita calma é perigoso
Muitos esperam até o final por um sinal misterioso
Que nos guie do mal para o bem
Mas às vezes o sinal não vem
E você só sai dessa situação quando passa dessa pra melhor
Pro além
Pro desconhecido
Pro sono eterno
E é ai que cê ta perdido e encontra o verdadeiro inferno
Chegando a conclusão de que morreu e não viveu
Sua vida foi em vão
E só na morte você percebeu
Foi um erro um grande erro que não dá pra consertar
Agora cê chora sem forças
Tá indo embora e não pode voltar
Não consegue gritar
Tá sufocado
No mais amargo sofrimento
Sem ar
Sem paz
Arrependido de não ter vivido
Gritando por dentro: "Ainda é cedo!" (sua hora chegou cumpádi)
"Ainda é cedo" (agora é tarde)
Aceite a morte
Faz parte da vida
Mas se o seu peito ainda bate que bata forte. Viva!
Aprenda a viver
Descanse quando morrer
Tudo que você precisa está dentro de você

(Gabriel O Pensador)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Eles não sabem...


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que
permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

SEJA UM IDIOTA!


A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Por que fazermos da vida um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes,separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o bossal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele! Milhares de casamentos acabaram não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não! Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Brincar é legal! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? ;)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sou eu quem vai seguir você...


Sou eu quem vai seguir você
do primeiro rabisco até o bê-a-bá
em todos os desenhos coloridos vou estar
a casa, a montanha, duas nuvens no céu
e um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega,
seus problemas ajudar a resolver
lhe acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver
Serei de você confidente fiel,
se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo,
Vou lhe dar abrigo, se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim comigo
Ficará guardado, se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer
Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno, eu me recordo do meu.
Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que a experiência dos erros
Ela é tão importante quanto às experiências dos acertos
Porque vistos de um jeito certo, os erros,
Eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras
Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros
O caderno é uma metáfora da vida,
Quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo,
Que a nossa professora nos sugeria que agente virasse a página.
Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços.
Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles,
Agente seguia um pouco mais crescido.
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos.
Erros podem ser fontes de virtudes!
Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado;
Ele não tem que ser fonte de culpas e vergonhas.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande
sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida.
Uma coisa é agente se arrepender do que fez! Outra coisa é agente se sentir culpado.
Culpas nos paralisam. Arrependimentos não!
Eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno.
Ele nos permite os erros pra que agente aprenda a fazer do jeito certo.
Você tem errado muito?
Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje!
Recorde-se das lições do seu primeiro caderno.
Quando os erros são demais, vire a página!
O que está escrito em mim comigo
Ficará guardado, se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer
Só peço a você um favor, se puder
Não me esqueça num canto qualquer...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

When you're good to mama...Mama is good to you!


[MATRON]

Ask any of the chickies in my pen

They'll tell you

I'm the biggest mother hen

I love 'em all and all of them love me

Because the system works

The system called reciprocity...

Got a little motto

Always sees me through

When you're good to Mama

Mama's good to you.

There's a lot of favors

I'm prepared to do

You do one for Mama

She'll do one for you.

They say that life is tit for tat

And that's the way

I live

So, I deserve a lot of tat

For what I've got to give

Don't you know that this hand

Washes that one too

When you're good to Mama

Mama's good to you!

If you want my gravy

Pepper my ragout

Spice it up for Mama

She'll get hot for you

When they pass that basket

Folk contribut to

You put in for Mama

She'll put out for you

The folks atop the ladder

Are the ones the world adores

So boost me up my ladder, Kid

And I'll boost you up yours

Let's all stroke together

Like the Princeton crew

When you're strokin' Mama

Mama's strokin' you

So what's the one conclusion

I can bring this number to?

When you're good to Mama

Mama's good to you!

Many nights we pray!


Muitas noites nós rezamos
Sem nenhuma evidência de que alguém poderia ouvir.
Em nossos corações, um canto cheio de esperança
Nós mal compreendemos.
Agora nós não estamos com medo
Embora saibamos que existe muito a temer.
Nós estávamos movendo montanhas muito tempo
Antes que soubéssemos que poderíamos...
Podem existir milagres
Quando você acredita
Embora a esperança seja frágil,
Ela é difícil de destruir...
Quem sabe que milagres
Você pode realizar?
Quando você acreditar
De algum modo você realizará,
Você realizará quando você acreditar...
Nesta época de medo
Quando a oração tão freqüentemente demonstra-se em vão,
A esperança parece como os pássaros de verão
Tão rapidamente voam para longe
E agora estou parada aqui,
Meu coração está tão satisfeito,
eu não consigo explicar,
Procurando fé e falando palavras que
Eu nunca pensei que diria.
Eles nem sempre acontecem quando você pede,
E é fácil render-se ao seu medo.
Mas quando você estiver cego pela sua dor,
Não conseguir ver seu caminho a salvo através da chuva,
Pense numa tranqüila e alegre voz
Que diz que o amor está muito próximo...
Você realizará quando você acreditar,
Apenas acredite, você realizará quando você acreditar...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Apesar da chuva


Quando você fica preso na chuva
Sem lugar pra correr
Quando você está perturbado e na dor
Sem qualquer pessoa
Quando continua chorando pra ser salvo
Mas ninguém vem
E você se sente tão longe
Que só não pode
Encontrar o caminho pra casa
Você pode chegar lá sozinho
Está tudo bem
Mais uma vez você diz
Eu posso fazê-lo apesar da chuva
Posso agüentar mais uma vez, novamente
Por mim mesma. E eu sei
Que sou forte o bastante pra aguentar
E toda vez que eu sinto medo
Me agarro firme à minha fé
E eu vivo mais um dia
E o faço apesar da chuva
E se você continuar caindo
Não ouse desistir
Você vai se erguer, seguro e íntegro
Então permaneça
Inabalável
E você encontrará o que precisa
Pra prevalecer
E quando o vento soprar
E as sombras crescerem, fecharem
Não tenha medo
Não há nada que você não possa encarar
E eles devem até te dizer
Que você não vai ultrapassar
Não hesite
Resista alto e diga
Eu posso fazê-lo apesar chuva
Posso agüentar mais uma vez, novamente
Sobre mim mesma. E eu sei
Que sou forte o bastante pra aguentar
E toda vez que eu sentir medo
Me agarro firme à minha fé
E eu vivo mais um dia
Oh, sim você pode
Você o fará apesar da chuva!

Do you know where you're going to?


Em homenagem ao meu dia de luto por causa da possível privatização dos hospitais e da minha não entrada na liga de Infectologia, ofereço essa música, apesar de saber que 'no controle está meu Deus, tudo governa...'


Do you know where you're going to?

Você sabe

Para onde está indo?

Você gosta das coisas que a vida está te mostrando?

Para onde você está indo?

Você sabe?

Você consegue

Tudo aquilo que você está esperando?

Quando você olha atrás de você e não há portas abertas

O que você está esperando?

Você sabe

Antes já estivemos firmes

Através do tempo

Perseguindo as fantasias

Que enchiam nossas mentes

Você sabia o quanto eu queria tudo isso de agora, mas minha

Alma estava livre

Rindo das questões tolas que um dia você fez pra mim

Você sabe

Para onde está indo?

Você gosta das coisas que a vida está te mostrando?

Para onde você está indo?

Você sabe?

Agora, olhando tudo aquilo

Que nós planejamos

Nós deixamos tantos sonhos

Escapar de nossas mãos!!!!

Por que temos que esperar tanto antes de vermos quão tristes podem ser as respostas para estas perguntas?

Você sabe

Para onde está indo?

Você gosta das coisas que a vida está te mostrando?

Para onde você está indo?

Você sabe?

Você consegue

Tudo aquilo que você está esperando?

Quando você olha atrás de você e não há portas abertas

O que você está esperando?

Você sabe?




Deus te ponha no lugar que merecer, e mesmo quando a noite esconder a luz, que Ele acenda as estrelas...

sábado, 1 de novembro de 2008

A Terceira Margem do Rio(Guimarães Rosa)

Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — "Cê vai, ocê fique, você nunca volte!" Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — "Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?" Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s'embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o 'dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — "Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim..."; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia... Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.
Texto extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 32, cuja compra e leitura recomendamos.