domingo, 14 de novembro de 2010

Carta de despedida


É com dor no coração que me despeço de um dos melhores clubes pelo qual passei. Foi muito bom este período no ____. Infelizmente, não conquistamos os títulos que queríamos, mesmo internamente, de amigos unidos. No entanto, saio orgulhosa por ter atuado na tentativa. Sempre me esforcei ao máximo para ajudar qualquer um que precisasse e para tornar as coisas mais amistosa o possível, por isso tenho consciência que reconhecerão, mesmo que não seja de imediato, o valor de um grupo.

Sentirei muita falta daquilo tudo, do que já foi ou ao menos pareceu ser um grupo maravilhoso, onde me acolheram muito bem. Sou, praticamente, uma defensora do que tenha sido o ____. Ficarei com saudades da antiga noção. Deixei muito de mim ao ter que abandonar de uma vez por todas essa idéia.

As pessoas ____ são excelentes. Com certeza vão superar qualquer má fase pessoal e dar muitas alegrias a quem tiver afinidade. Irei acompanhar e torcer sempre por cada um. Espero um dia voltar a ver o que considerava união.

Aproximadamente 44 dias. Mas há, ainda, aquilo que não se pode enumerar. Quantas amizades? Quantas histórias? Quantas surpresas? Quais sentimentos? Este, mais que um post, é uma carta de despedida.

Hoje, quando inclino a cadeira rosa da escrivaninha de meu quarto para trás e lembro tudo que vivi nesses últimos dias, vem a mim um mexido de sensações: alívio, raiva, alegria, esperança, revolta, expectativa, curiosidade. Pois bem, digo aqui, com o perdão do lugar comum (mas puramente verdadeiro), que nada disso teria sido possível sozinha.

Agradeço, assim, primeiramente a Deus, pelo dom de apascentar os nossos corações mesmo em grande turbulência. À K, pela oportunidade e paciência. Ao H por ser como é. Ao meu pai pelas idéias e à Dra. ML pela assistência. À TA, pelo comportamento impressionante e por toda a empatia. À H, pela excepcional companhia. À L, pelo silêncio bem recomendado. Ao A, pelo ombro amigo. À L, pelo sorriso sincero e o olhar preocupado. À J, pela sensatez. À S, pela atenção. À B, pela presença. À G, pela amizade. Ao J, por tudo que fez e faz por mim. À minha sogra R, pelo carinho. À K, pelos conselhos. Ao R, pela agilidade e empenho. À J, pela segurança. E a cada um de vocês que contribuíram C, K, A, S, S, TN, R, G, Y, TL, A. Em especial M e F (IMPRESSIONANTES) por serem rápidos, solícitos e criteriosos nas 24 horas do dia quando houve necessidade. O agradecimento especial ao Dr. MS, realmente um ser humano digno de todas as concessões divinas.

À minha amiga H novamente porque me seguiu assiduamente, para acompanhar meus perrengues. Agradeço igualmente aos que apenas passaram uma ou duas vezes por aqui. Grata a cada comentário feito, sem exceção, dos incentivos às críticas, das dicas aos puxões de orelha ,a cada bala e bombom ofertados, a cada abraço e boa prosa.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesma, para defender o que acredito.

Nesta viagem de dois dias em que houve a consulta da minha mãe em Recife e durante esta semana em que ela deu início ao tratamento, manhã, dia, tarde, noite e madrugada provaram para mim que os hotéis, as casas onde passamos, a clínica que frequentamos, não são áreas sem vida ou personalidade, como alguns podem falar. Cheiram saudade, chegada, despedida. Quem já viajou com iguais necessidades é que sabe. Quem ainda não foi, poderá saber um dia.

Saudações,

Bruna Kellen

P.S.: Esta carta é uma compilação de despedidas já existentes.

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